There's a lack of Colour here.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Aflição.

Já andei por muitos caminhos e sonhos
Por mares desérticos, frias camas aquecendo ilusões.
Me coloquei a acalmar noites ... e me pertubar

Em mim é claro o meu olhar sem brilho das madrugadas
Brilho ofuscado de lugares sombrios.
As vezes me escondi por tras da minha pouca sanidade.
Enquanto caminhos se abrem a minha frente para me confundir.
E mais uma vez roubar os poucos minutos da minha tão escondida sanidade.
Ando na eterna busca da luz que de mim foi roubada.

Me escondo na sombra do coração que cheio de cicatriz ainda bate forte.
Desejos insanos amanhecem sob os vestigios da memoria.
Sem saber muito o que fazer, deixo me guiar pela loucura.

A eternidade que dizem nunca "sumir" vai se findando. aflição.
Pedirei apenas que alguem um dia possa me entender.
Entender não o que eu escrevo, mais o que eu sinto.
As cartas escritas falando de agonia insonia...fazendo perguntas, reclamações... ou simples desabafos.. a espera de um conselho.
retornam sempre sem as respostas.
Interno-me sozinha a madrugada a unica que me da entendimentos.
Poucos entendimentos.. mais os unicos.

Palco da minha vida.

O silencio grita em minha alma
Então as lembranças me saltam aos olhos
como figuras loucas a minha frente
Vozes que se misturam com sons
Discutem, argumentam, justificam-se, se desculpam...
Tirando da memória tristezas, perdas e solidão.
Jogando-se de ponta no mar da insanidade
Que insiste em voltar nas suas mentes os dias a fio
Sádica mistura de prazer e dor

Bem no palco da minha vida
Insisto em viver e ser a principal peça de um drama
A procura de algo alem nas almas que assistem
Falo no vazio do palco
como se a voz não saisse. e tudo não passase de ilusão.
Para uma platéia que me olha
Mas só enxergam a si próprios
Ao final do ato eles aplaudem
Não a mim, mas a eles mesmos

Escondo-me por trás da cortina
vou correndo a um camarim
Marcado com uma estrela negra
Fico parada sem saber o que fazer e pensar.
La sempre está alguem a me esperar. Não sei quem é essa pessoa
Ou o que ela pode significar.
Sei que esse alguem espera um dia que eu possa
Subir ao palco para roubar sorrisos
Ao invés de lágrimas
Acho que esse alguem sou eu.

Metade.


"Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito,
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste.
Que a mulher* que eu amo,
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem* inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha LOUCURA seja perdoada.
Porque metade de mim é AMOR,
e a outra metade...TAMBÉM."

[METADE, Oswaldo Montenegro.]

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Meu tempo!

Minha sorte está lançada
Eu sou, eu sou estrada
Eu sou, eu sou levada
Eu sou, eu sou partida
Contra o grande nada - lá vou eu!
Ao romper da madrugada
O sol no pensamento
E o tempo contra o vento
E a minha voz alçada
Contra o grande nada - lá vou eu!
"Quem vem lá?" Pergunta a solidão
"Sou eu!"
Sou eu que vou porque o meu tempo nasceu

Entre os ecos do infinito
Eu grito, eu mato a solidão
Eu sou meu tempo, eu vou
A ferro e fogo, eu corro
Eu vou, eu canto e grito: amor!
Eu vou, eu vou, eu canto e grito: amor!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Mais uma vez... Agonia. sempre ela!

Agonia.
sempre ela!
Ela que me acompanha
fiel e presente. sempre ela!
Ela que me tira a paz.
a paz da solidão... ou da confusão?
ela sempre está
em todos os lugares.. em todas situações.
acordada ou dormindo.
entra em meus sonhos, transformando em pesadelos me tirando a paz...
agora também não importa mais.
tudo não passa de loucura..
loucura ou confusão
entre o passado e o futuro
entre duvida e certeza
entre amor e odio
entre sim e não.
... sempre ela.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Uma forma de Desabafo.

Pensem.... não deixe de pensar.
...eu resolvi começar esse texto com essa frase pq é so isso que eu tenho feito ultimamente.
Não consigo parar de pensar nos ultimos dias,..
pensar em muitas coisas ao mesmo tempo. Minha cabeça está cheia de pensamentos, todos muito bagunçados.. uma coisa leva a outra.. que depois volta no começo, e se mistura com o fim.
Eu estou escrevendo como uma forma de desabafo. tentar tirar um pouco de coisas da cabeça... pode parecer tudo muito confuso. Mais não é so aparencia. realmente é tudo MUITO confuso.
Uma agonia e desespero que me tiram o sono, e quando consigo dormir tenho
pesadelos.
Penso na felicidade.
Onde ela realmente está?
Será que é Quando você está feliz?... ou quando você faz alguém feliz?
Ouvi dizer uma vez que, a vida é mto curta temos que tentar o maximo ser feliz, não podemos perder a chance nunca.
será que essa felicidade tão desejada existe de fato? ou é so uma "miragem" na nossa vida. Uma forma de ter um objetivo..o objetivo de ser feliz. e por esse objetivo continuar na luta da vida.
Eu ainda não descobri. Mais espero ter esse resposta algum dia.... tanta coisa na minha cabeça explodindo pra fora... acho que é devido ao fato de ter visto tanta coisa ultimamente que eu realmente desacretido.
E estou começando a acreditar que o tal inferno existe de fato. Mais não so em "outro" mundo. To falando daqui mesmo. na terra. acho que ja começa aqui.
E olha não estou querendo dizer que EU estou passando pelo inferno.
Não... longe disso. eu tenho conciencia e agradeço a Deus todos os dias pela vida que levo.
Estou falando do mundo "la fora" .... das coisas que eu pensei que nunca fosse ver, e saber que existem.
tanto odio, raiva, vingança e depravação que me assustaram de uma maneira estranha.
não sei explicar muito bem.
Mais estou escrevendo pq realmente foi uma das coisas que mexeram mto com meu psicologico. Tbm não quero entrar em detalhes. Mais é isso, eu acho que temos que levantar todos os dias e agradecer pelo que temos.
É tanta coisa ruim... que eu fico pensando.
Será que essas pessoas não conhecem o amor? não acreditam em nada?
Eu não sei pq isso mexeu tanto comigo. sendo que outras pessoas ficam dando risada disso tudo. É muito estranho o modo de ver a vida de cada um.
...mais é assim msmo cada um com seu ponto de vista.
Bom vou parar por aqui. ja misturei um monte de assuntos.. ta tudo mto confuso.
mais uma parte do desabafo foi feito.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Verdades sobre a Verdade!


O que é a verdade?
Na realidade a verdade não existe.
Nos criamos uma verdade, que não é uma verdade e sim uma
ilusão. Tudo não passa de ilusão.
Pq cada um dentro de si, tem uma verdade.
Por mais que uma coisa seja real, cada um so acredita no que quer,
ou no que acha mais "facil"
Maioria das vezes acreditamos em verdades que nos convem.
O que não vai me machucar...
Tudo isso prova que a verdade não existe.
O que existe é uma ilusão de cada um.
....
No que você acredita? .... Essa é a SUA verdade!

Agonia!

Eu sou a agonia constante no peito, as lágrimas persistentes nos olhos,
as perguntas sem respostas e as respostas sem perguntas.
Sou sentimentos ignorados, os pedidos de desculpa sem desculpa,
o entendimento e a compreensão constante.
Sou a voz baixa, a raiva apreendida, as palavras sem sentido, os sorrisos tristonhos, as certezas abstratas e os pensamentos concretos.
Sou a fuga constante dos meus problemas e o medo de me magoar.
Sou tudo que leio e tudo que escrevo. Sou a noite mais fria e ausência mais sentida em uma noite de luar.
Sou o pressentimento dos sonhos e a vontade de lutar.
Sou quem busca a felicidade, mas tenho medo do altar.
Sou o meu próprio abismo e o meu próprio inimigo quando tento me levantar.
Sou o destino e o medo de fracassar.
Sou a fé em Cristo e as 1000 razões para ter medo de amar.