Qual a finalidade da Arte afinal?
A Arte tenta reproduzir o real... com a perfeição da alma.
Por isso a Arte não Imita!.. Idealiza.
A arte tenta expressar o sentimento, sendo ele bom ou não.
Usando de beleza e poesia.
Mas o que é o Belo?
O belo = manisfestação do Ideal.
Ideal-> Não abstrato ideia presente e transparente no objeto idealizado.
O belo é aquilo que agrada universal e sem conceito.
Não há uma ideia do Belo -> modelo que oriente e sirva de padrão.
Belo se encontra em objetos sensiveis.
Desde a antiguidade grega muito e sempre se escreveu sobre todos os aspectos do belo, mas principalmente sobre as propriedades do belo, como proporção e harmonia, bem como de sua ação estética.
O objetivo prático evidentemente prevalecia, no sentido do fazer belas as coisas, quer as simplesmente úteis, quer as de expressão artística, o que equivalia dar-lhes correta proporção e harmonia.
A metafísica do belo foi tema apreciado dos grandes filósofos clássicos, e assim também dos grandes nomes da filosofia moderna.
A bem da verdade, os tratados do belo poderiam ser mais breves, se não houvessem ocorrido tantos acidentes de percurso. Assim sendo, o tratado do belo ficou sendo uma espécie de tratado de exercício de coisas intrincadas. A história apresenta quais foram estes acidentes de percurso.
Platão (427-347 a.C.) ocupou-se com a arte e o belo nos diálogos menores Ion e Fedro; nos maiores, em algumas passagens de República e Leis.
Situou Platão o belo no ser metafísico, concebido por ele sobretudo como idéias reais arquétipas. O mais era sombra. Tornou-se famosa a sua invectiva contra a arte. Interpretando-a como expressão sensível, achava dever preteri-la em favor da contemplação das idéias reais transcendentes. Aliás por razões análogas, no futuro, Hegel fará da arte apenas um estágio da dialética do Espírito, a ser superado por um momento superior seguinte.
Quanto ao belo em si mesmo, a doutrina de Platão sobre os arquétipos contém em embrião a essência de todos os sistemas de metafísica do belo. Inclusive Kant, apesar do seu apriorismo sem objeto real, fez do belo uma noção que se diz das coisas em relativo, enquanto estas se dizem perfeitas em função a um tipo arquétipo ideal ao qual em seu ser se ajustam.
Aristóteles (384-322 a.C.), criou uma metafísica racionalista moderada favorável ao desenvolvimento de uma consistente filosofia do belo. Todavia não se ocupou muito com a questão. Havendo introduzido a distinção entre predicação unívoca (de estratos entre si isolados, como nas categorias do ser) e predicação analógica (observada em ser, uno, verdade, bom, belo), introduziu ordem sistemática na classificações dos conceitos.
Com este trabalho abriu caminho para caracterizar futuramente com mais detalhes o belo, uma das noções transcendentais derivada das transcendentais fundamentais.
Ainda que Aristóteles, contra Platão, negue o realismo dos arquétipos platônicos, conserva contudo um fundamento ontológico dos universais nas coisas individuais. Somente as coisas singulares são reais, todavia obedientes à universais nelas mesmas fundadas, como leis que lhes são imanentes. Para Aristóteles há, pois, essências, ou leis, sem que estejam fora das coisas.
Tais doutrinas as enunciou nos tratados conhecidos depois por Órganon e Metafísica.
Sobre a arte foi Aristóteles mais específico em Retórica e em Poética, onde discute noções sobre o belo e seus efeitos estéticos. Finalmente em Ética a Nicômaco estudou a felicidade que resulta do saber, o que constitui aproximação com a estética, a qual não é senão o prazer ocasionado pela expressão da arte.