There's a lack of Colour here.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Meu Inferno Pessoal

Hoje venho falar de uma tristeza
Tristeza tão grande que enche todo o meu interior.
Não sei o motivo.. muito menos o porque.
Sei que dói! Dói muito.
Dói causando agonia, desespero, raiva...
Uma vontade de sumir de tudo e todos.
Coisas que perturbam a cabeça e o juízo.
Uma espécie de Inferno na Terra
Um inferno só meu.
Só eu!
Nem sei explicar...
palavras não me satisfazem,
na tentativa de expor essa tristeza que existe dentro de mim.
...Me vem na cabeça um desejo de morrer.
Mais será que adianta?... Acho que só vai piorar tudo.
Então o que fazer?
Não tenho o que fazer, nem pra onde correr.
Cada um com seu Inferno Pessoal.

I'm Sad!

8 ou 80

Todo mundo tem segredo
Que não conta nem pra si mesmo
Todo mundo tem receio
Do que vê diante do espelho
Eu só quero o começo
Não podia lidar com o meio
Quero muito, tenho apego
Já não quero e só resta desprezo
Nem sempre ando entre os meus iguais
Nem sempre faço coisas legais
Me dou bem com os inocentes
Mas com os culpados me divirto mais
Todo mundo tem segredo
Que não conta nem pra si mesmo
Todo mundo tem receio
Do que vê diante do espelho
Todo mundo tem desejo
Que não divide nem com o travesseiro
Um remédio pra armagura
Ou as drogas que vêm com bula
Nem sempre ando entre os meus iguais
Nem sempre faço coisas legais
Me dou bem com os inocentes
Mas com os culpados me divirto mais
Não conheço o que existe entre o 8 e o 80
Nem sempre ando entre os meus iguais
Nem sempre faço coisas legais
Me dou bem com os inocentes
Mas com os culpados me divirto mais
Ah... eu me divirto mais


[ PITTY ]

The Butterfly Effect

TEORIA DO CAOS




A "TEORIA DO CAOS"
compreende a imprevisibilidade de fatos ou acontecimentos cotidianos. Teses como o "Efeito Borboleta"
(O simples ruflar da asa de uma borboleta em um determinado espaço pode causar um tufão do outro lado do planeta...)
foram formuladas na tentativa de criar a possibilidade de entendimento de fatos inacreditáveis e teoricamente impossíveis de acontecer.






Os Slides da Teoria do Caos…estão disponiveis para download so seguinte Link:

http://www.4shared.com/file/124271348/5a517e2c/Teoria_do_Caos_-_Slide.html

Hegel e a Filosofia da Arte

Ao contrário do filósofo de Königsberg, Hegel confessa uma verdadeira paixão pelas artes. No seminário protestante de Tübingen (1788 - 1793), onde faz amizade com Hölderlin e Schelling, lê os trágicos gregos, Shakespeare e os poetas alemães contemporâneos, Schiller e Goethe. Em Heidelberg e, depois, em Berlim, freqüenta teatros e concertos, visita exposições, admira Bach, Haendel, Gluck, Mozart, Rossini. Crítico, mostra-se severo, até mesmo injusto, com os pintores e músicos contemporâneos: nenhuma palavra sobre eles Beethoven, nem sobre Caspar Rauch Friedrich. Ignora o escultor Christian Rauch e a escola de Berlim. Rietschel, autor das estátuas de Gluck, Mozart, Goethe e Schiller, não é nem mencionado. Estranha indiferença pela arte do presente que contrasta com seu interesse pela arte do passado: a pintura holandesa especialmente, Van Eyck, Memling, Rembrandt; os vitrais das catedrais, Colônia, Bruxelas; as cidades, Viena, Paris! Kant sedentário, fascinado pelas belezas da natureza. Hegel nômade na Europa do começo do século XIX, tem olhos apenas para a beleza artística.
Evocou-se anteriormente as reservas de Hegel em relação ao emprego da palavra "estética". Se a usa é por falta de outra melhor e porque o termo, doravante, passou a ser usual. A expressão "filosofia da arte" é, na verdade, mais adequada ao seu propósito.

O BELO: UM "GÊNIO AMISTOSO"
Desde a introdução da Estética, Hegel precisa sua intenção: trata-se de mostrar que a filosofia da arte "forma um anel necessário ao conjunto da filosofia". Não é questão de elaborar uma metafísica qualquer da arte, mas de partir do "reino do belo", do "domínio da arte". E convém incluir essa filosofia do belo ao conjunto do sistema filosófico.
Do quê fala? Das belezas diversas próprias às diferentes artes, específicas às obras particulares? Mas face a tal diversidade, seria impossível constituir uma ciência tendo alguma validade universal. É preciso, então, partir da Idéia de belo. É dela que se deduz as belezas particulares, e não das belezas particulares que se deduz o conceito. Hegel aprova Aristóteles: há apenas ciência do geral!
Curiosamente, evoca Platão e cita seu diálogo com Hippias maior: "Deve-se considerar não os objetos particulares, qualificados de belos, mas o Belo." É, todavia, uma das raríssimas concessões ao platônico. Platão não hesitava em criticar a arte e seu caráter ilusório, aparente, cópia medíocre do mundo ideal. Para Hegel também, a arte é aparência, mas essa "aparência" é real. É a manifestação sensível, perceptível do que os homens, os povos, as civilizações conceberam graças ao seu espírito e exprimiram graças à criação de obras de arte concretas. O belo existe aqui e em todo lugar ao redor de nós. Intervêm, diz Hegel, "em todas as circunstâncias da vida" como esse "gênio amistoso que reencontramos em todo lugar".
E - não é para nos espantarmos - o único belo que o interessa é o belo artístico, o das produções humanas, excluindo-se o belo natural. Por que? Simplesmente porque o belo artístico é sempre superior ao belo da natureza. É uma produção do espírito, e o espírito "sendo superior à natureza, sua superioridade se comunica igualmente aos seus produtos, e por conseqüência, à arte[2]".
Hegel pode dificilmente ser mais claro do que quando declara: "A pior idéia que atravessa o espírito do homem é melhor e superior que a maior produção da natureza, e isso justamente porque participa do espírito e que o espiritual é superior ao natural[3]."
Uma das conseqüências dessa superioridade incontestável do espírito é que a arte não poderia ter por objetivo imitar a natureza. Hegel toma aqui radicalmente o contrapé da tradição aristotélica em vigor na arte ocidental.: "Pretendendo que a imitação constitua o objetivo da arte, que a arte consiste, por conseqüência, em uma imitação fiel do que já existe, coloca-se em suma a lembrança na base da produção artística. É privar a arte de sua liberdade, de seu poder de expressar o belo[4]."Ora, o objetivo da arte não é de satisfazer a lembrança, mas de satisfazer a alma, o espírito.
Basta retroceder no curso do tempo para se perceber que o "gênio amistoso" sempre manteve relações privilegiadas com a religião e com a filosofia. A arte sempre simbolizou, representou, figurou o sentimento religioso do homem ou sua aspiração à sabedoria. É graças aos vestígios artísticos das civilizações e das culturas antigas, às estátuas, aos monumentos, aos mosaicos, etc., que podemos reconstituir o que foram, então, as idéias e as crenças que animavam os homens das épocas anteriores. Se a arte interessa a tal ponto Hegel, é porque expressa a vida do espírito e permite a essa vida ser sentida, percebida graças às obras.




[1] In: L'Autonomie esthétique, Du Criticisme au romantisme, p. 181
sobre G.W.F. Hegel: Introduction à l'Esthétique, Aubier, Paris, 1964.
Tradução de Mirian Magda Giannella
[2] G.W.F.Hegel, Esthétique, op. cit., t.I, p. 8.
[3] Ibid.
[4] Ibid., t.I, p. 34.
[5] Ibid., p. 77.
[6] Ibid., t.II, p. 65.
[7] Ibid., p. 67.
[8] Não cocnfundir as formas particulares correspondendo às idades simbólica, clássica e romântica, e as formas individuais designando as cinco artes, aquitetura, escultura, pintura, música, poesia.
[9] Esthétique, op.cit., t.III, 2ª parte, p.9.
[10] Ibid., p. 15-16.
[11] Ibid., t.II, p. 340.
[12] Ibid., p. 335. Sublinhado por nós.